Introdução às HQs

Tintim, Asterix, Tio Patinhas, Bone, Hellboy e mais recomendações para os iniciantes na Nona Arte

Com o lançamento de As Aventuras de Tintim nos cinemas, um ótimo ponto de partida para começar a ler quadrinhos para qualquer um que goste das aventuras cheias de ação, humor e mistério de Steven Spielberg é a leitura da obra do belga Hergé. Todos os álbuns do repórter aventureiro Tintim estão disponíveis no Brasil, mas o ideal é evitar os primeiros, em que o quadrinista ainda explorava o potencial de seu universo (e flertava com estereótipos desagradáveis, comuns à sua época). Busque, portanto, os álbuns posteriores, como Rumo à Lua/Explorando a Lua ou O Templo do Sol, e os álbuns que inspiraram o filme, O Caranguejo das Pinças de OuroO Segredo do Licorne (sua sequência direta, O Tesouro de Rackham, o Terrível, deve ser adaptada na continuação do filme).

Na mesma linha europeia, em que a clareza dos traços e a elegância da arte favorecem o entendimento para qualquer um que nunca tenha lido uma HQ antes, valem a pena os álbuns de Asterix, o Gaulês. Todos também são facilmente encontrados aqui, ainda que os melhores sejam os realizados enquanto René Goscinny ainda estava vivo e fazia dupla com o ilustrador Albert UderzoAsterix e os Bretões pode ser um incrível – e viciante – ponto de partida.

Outra sugestão indispensável para quem gosta de uma boa aventura nesse estilo, que mistura humor e ação, são as histórias de Carl Barks com os patos da Disney. Barks desenvolveu todo o universo do Pato Donald, incluindo aí sua família e o Tio Patinhas, e os colocou em uma série de missões ao redor do mundo, em busca de tesouros perdidos e civilizações misteriosas. A cena da rocha rolante de Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida, por exemplo, foi extraída de uma dessas histórias – que renderam também o divertido desenho animado Duck Tales – Os Caçadores de Aventuras (cujos episódios estão disponíveis no Brasil no serviço de vídeo on demandNetflix).

leia o artigo completo no Omelete

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Fantasia

Na hora do almoço hoje surgiu uma discussão sobre se Desventuras Em Série poderia ser classificado como fantasia ou não. Isso me lembrou de um podcast do papo na estante sobre o que é fantasia e os sub-gêneros de fantasia. Aliás, esse podcast tem uma discussão muito boa sobre o assunto e deve ser ouvido. Aqui está um humilde resumo, mais algumas coisas minhas:

Em primeiro lugar, o que é Fantasia? Fantasia é toda e qualqer ficção que usa elementos supernaturais nos seus personagens, enredos ou ambientação. A Fantasia tem inúmeros sub-gêneros, entre eles os mais famosos são:

High Fantasy – Essa é a fantasia tradicional, com dragões, magos, bruxas e elementos mágicos fortes e presentes na história.
Exemplos: O Senhor dos Aneis, Narnia, Discworld, os primeiros livros de Harry Potter

Low Fantasy – Por contraste essa é uma fantasia que se passa no nosso mundo ou num mundo muito parecido com o nosso e portanto, não há grandes sinais de magia, grandes feitos ou criaturas mágicas muito poderosas.
Exemplos: The Indian in the Cupboard, Pipi Longstocking, A Espera de um Milagre

Dark Fantasy – Aqui, são tratados de temas mais soturnos, mais violentos ou assustadores. As coisas não são mais tão parecidas com um conto de fadas, e criaturas malévolas ganham mais importância.
Exemplos: Elric,  Crepúsculo, os últimos livros de Harry Potter

para ler mais:

http://en.wikipedia.org/wiki/High_fantasy

http://en.wikipedia.org/wiki/Low_fantasy

http://en.wikipedia.org/wiki/Dark_fantasy

por Francisco

Bravura Indômita

É inevitável assistirmos a algum filme com roteiro adaptado e não sermos atraídos pela obra original.

O “Bravura Indômita” (2010) nos deixa ainda mais curiosos por ser uma segunda versão, trazida ao novo milênio, pelos irmãos Coen, conhecidos por seus filmes irônicos e sátiras dos ícones da cultura americana.

A nova versão, ainda em cartaz em alguns cinemas em SP, traz uma atriz (Hailee Steinfeld) pouco conhecida no papel principal e dois grandes atores nos papéis dos cowboys do velho oeste – Jeff Bridges e Matt Damon.

Segundo a crítica do site Omelete, o primeiro filme, lançado em 1969, um ano após a publicação do romance de Charles Portis, diferentemente da nova versão, é mais fiel a história e menos precisa na reprodução da crítica proposta pelo autor.

Dessa forma, vale assistir às duas versões cinematográficas (1969, 2010) da obra, bem como o romance em si para compreender a complexidade dessa história e suas diferentes interpretações.

Confira:

Por Francisco e Luiza

O menino que ensinou o mundo a amar está apaixonado!

Que leu já leu “O pequeno príncipe”, com certeza vai querer ler esta outra obra de Antoine de Saint-Exupéry.

 

“Os contos de fadas são assim: uma manhã a gente acorda e diz: ‘Era só um conto de fadas…’ E então a gente sorri de si mesmo. Mas no fundo não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade na vida.”

 

O livro “O amor do Pequeno Príncipe: cartas a uma desconhecida”  é uma obra inédita. Nele o autor nos revela uma bela história de amor, contada em cartas assinadas pelo seu personagem mais famoso. O livro traz, ainda, aquarelas inéditas, revelando imagens de um Pequeno Príncipe apaixonado.

Vale a pena ler!

CAÇA AO LIVRO EM MINAS GERAIS

Uma ideia maluca e muito interssante.

O mineiros de Ibiá, estão abandonando livros pela cidade para estimular a leitura.

Os livros aparecem nas praças, no ponto de ônibus e até em árvores.  O leitor que achar o livro tem o compromisso de deixá-lo novamente em algum lugar público após terminar a leitura. Mais de cem livros estão espalhados pela cidade.

A primeira reação é quase sempre a mesma: quem vê o livro fica com um pé atrás, mas encontrar esses objetos perdidos na cidade mineira está ficando cada vez mais comum.  A idéia é explicada em um encarte, que diz “leia e perca novamente”. O gestor cultural Anderson Henrique Ferreira acredita que lugar de livro não é na estante, por isso a ideia de fazer as peças circularem.

Será que daria certo em uma cidade como São Paulo?

UMA FÁBULA PARA TODAS AS IDADES

 

De repente nas profundezas do bosque é um romance de Amós Oz. Consagrado escritor israelense que já recebeu vários prêmios literários, publicou cerca de duas dezenas de livros em hebraico e mais de 450 artigos e ensaios em revistas e jornais de Israel e internacionais. Além disso, tem livros e artigos traduzidos por todo o mundo e quase toda a sua bibliografia encontra-se traduzida em português.

SINOPSE: Uma pequena aldeia atravessada por um rio cristalino e rodeada por um bosque frondoso tem uma particularidade insólita: não há nela nem um único animal. Na escola local, uma professora solteirona fala sobre os bichos que existiram outrora (cachorros, peixes, pardais) e provoca o riso em seus alunos, pois eles aprenderam em casa que tais seres são mitos dos quais nem é bom falar, para não acabar como o pobre Nimi, garoto que contraiu a “doença do relincho” e agora se comporta como um potro. Mas dois garotos, Mati e sua amiga Maia, não se conformam com os rodeios e as histórias mal contadas dos adultos e resolvem investigar por conta própria, desafiando a proibição de entrar no bosque, onde reina o temível Nehi, o demônio das montanhas. Depois dessa aventura, nenhum dos dois será o mais do mesmo — nem a aldeia. Numa linguagem desenvolta, plena de humor e sutileza, Oz nos envolve num universo assombroso e fascinante, exaltando o poder do conhecimento, da independência de espírito e da ética pessoal contra as idéias feitas que perpetuam a discriminação, a intolerância, a opressão. Não há, portanto, solução de continuidade entre a empenhada literatura “adulta” do escritor e esta que ele definiu propriadamente como “uma fábula para todas as idades”.

DICA DE LEITURA DE FEVEREIRO

OS ESPIÕES – LUIS FERNANDO VERÍSSIMO

 Luis Fernando Verissimo, um dos maiores escritores do país e mestre da literatura de humor, constrói, neste livro, uma alegoria híbrida de mitologia, humor e mistério.Ainda se curando da ressaca do final de semana, na manhã de uma terça-feira, o funcionário de uma pequena editora recebe um envelope branco, endereçado com letras de mãos trêmulas. Dentro, as primeiras páginas de um livro de confissões escrito por uma certa Ariadne, que promete contar sua história com um amante secreto e depois se suicidar. Atormentado por sonhos românticos, esse boêmio frustrado com seu casamento, e infeliz no trabalho, decide tomar uma atitude: descobrir quem é Ariadne e, se possível, salvá-la da morte anunciada.